A parte que eu mais gostei foi sem dúvida andarem com ervas secas pelos joelhos e com facalhões (catanas?) do tamanho do mundo a pretender abrir caminho... qualquer coisa muito masculina e refinada... não percebi bem... i wonder se existiram cabeças pensantes do lado de lá...
A melhor maneira de ver estas coisas, é gravá-las e depois vê-las com o botão de andar para a frente ligado... é fantástico, vê-se uma hora de telenovela em 5 minutos...talvez nem tanto!
A construção de personagens também é espantosa...e faz toooodooo o sentido.... é tão burlesco e anedótico.... tipo assim pequenino.... dá um jogo giro das “coisas que não têm ponta por onde se peguem”
Gosto bué do olhar abrasador, muito mau, muito olhos semicerrados...usado indiscriminadamente com grandes planos e tal....
Os ataques de choro...no comments.... (lá está a dita construção de personagens)
Não posso deixar de referir o espanto que é andar toda a gente a ter consultas de “Psicoterapia” com a “Psicoterapeuta”, na esperança de a engatar e arranjar bué informações pa lixar toda a gente... O enredo!!! Fantástico!!! Brilhante!!! Alguém deve ter matutado imenso nisto!!! Uma verdadeira iluminação...
A única coisa que se aproveita (já nem vou dizer o Nicolau Breyner) é mesmo aqueles dois que fazem de tios.... muito bom...
Isto tudo começa a levar-me à tal questão se a televisão deve educar ou mimar o que já temos! Um dia destes num jornal qualquer um jornalista qualquer criticava o Programa CâmaraClara por não estar dirigido para o mundo real, mais a apresentadora e etc, nada de relevante.... a questão dele era se a fulana acreditava realmente na ilusão de que podia educar através da televisão...
...acho que neste sentido de raciocínio... a resposta, e aquilo em que as televisões se devem verdadeiramente ocupar são programas e níveis que rocem, mais ou menos descaradamente, aberrações e vergonhas como “a bela e o mestre” ...sim, afinal quem disse que se pode educar através da televisão... mais vale meter os porcos todos na engorda...
A faceta realista é que as televisões são empresas, têm que ter lucro, e como este é de facto o país que temos, e o espectador foge do esforço de pensar (quanto mais não seja na miséria que é ver o seu reflexo no ecrã)... alguma coisa há-de escorregar para o infeliz e decadente...
De qualquer das formas.... os “lucros” na minha opinião devem ter umas saias enormes, porque aquela coisa da Dignidade, da Moral, do Profissionalismo.... do ter Orgulho no seu trabalho e preciosíssimos semelhantes... enfiam-se todos por um ralo qualquer.... não sei realmente quem será mais bronco se quem participa nestes programas, quem os vê ou quem os faz, pensa, investe, aperfeiçoa (?)... a partida atrever-me-ia a dizer que são estes últimos por que têm maior responsabilidade para os evitar.... mas o que percebo eu disso? Lol
Aposto que no fundo no fundo todos eles apagam muita coisa do seu currículo... quando querem apresentar-se em algum lado... bolas, é uma questão de sanidade mental.... dissonância cognitiva absoluta...
A este propósito o livro “O Diálogo das Compensadas” de João Aguiar, sem dúvida!
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